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Vereadores de Ituporanga questionam organização e divulgação da Festa da Cebola, e sugerem até o cancelamento do evento

Considerada a “Maior Festa Agrícola de Santa Catarina”, a Expofeira Nacional da Cebola chega a 25ª edição em 2019. Faltando menos de um mês para o evento os vereadores de Ituporanga demonstraram preocupação com a organização e também com a falta de divulgação do evento na mídia local. As manifestações sobre o assunto ocorreram na Câmara de Vereadores durante a sessão ordinária realizada na quarta-feira, 07.

O primeiro vereador a falar sobre a festa foi Diogo Gastaldi (MDB) “Qual o valor do camping? Quanto vai custar o ingresso por dia? Vai ter tratoraço? A Festa da Cebola está chegando e os ituporanguenses não sabem quase nada sobre a festa”, questionou  o vereador.  Gastaldi indagou ainda os motivos que levam a organização não divulgar as atrações da festa na Rádio Sintonia, que além de ser a rádio local em Ituporanga é a que tem maior audiência na região da cebola. “Estão divulgando apenas na Rádio Amanda FM de Rio do Sul, que tem só 5% de audiência em Ituporanga, e não está sendo feita divulgação pela Rádio Sintonia, o principal meio de comunicação da Região da Cebola”, comentou.

O vereador afirmou ainda estar havendo uma total desorganização do evento e que há muito tempo avisou que as pessoas que estão à frente da festa são despreparadas, e indagou que a pessoa que é presidente da Fexponace, é a mesma que preside a associação que vai “tocar” a festa. Comentou ainda que as denúncias de possíveis irregularidades na administração, inclusive com o afastamento do contador da prefeitura, podem colocar a festa em cheque. "Eu estou torcendo para que a festa seja um sucesso, se fosse eu contrataria a Rádio Sintonia para a divulgação do evento e minha sugestão para a administração é que diminua o preço dos ingressos e passaportes, pois as pessoas gostam de ir na festa, mas do jeito que tá, está complicada a situação", pontuou.

 Quem também mostrou preocupação com o evento foi o vereador Almir Schafer, o “Tite” do MDB. Para ele o alto preço dos passaportes da Festa da Cebola, praticamente o dobro do valor cobrado no ano passado, vai dificultar a ida de agricultores para o evento, citou o exemplo que uma família com quatro ou cinco pessoas vai gastar quatrocentos, quinhentos reais em passaportes, mais estacionamento e alimentação no parque. "Conversei com alguns representantes de empresas que comercializam tratores no Alto Vale e eles disseram que não vão expor na festa devido aos altos valores cobrados na entrada. Fiquei sabendo de uma empresa que alugou um terreno fora do Parque da Cebola para expor seus tratores, o que vai deixar de gerar recursos para o evento", ressaltou Schafer.

Já o  vereador Marcelo Machado (PP), lembrou que já presidiu a Festa da Cebola por duas oportunidades, e que a divulgação é fundamental para vender ingressos e passaportes, o que consequentemente atrai mais expositores e investidores para o evento. "Se a festa der prejuízo quem paga a conta não é o prefeito ou o presidente da Fexponace, e sim toda a população", relatou o progressista. Machado destacou ainda que a empresa terceirizada contratada pela organização,  para a divulgação da festa,  deveria fechar contrato com a Rádio Sintonia, já que a emissora leva cerca de 70% das pessoas da Região da Cebola para a festa. "São tantas coisas para se resolverem por conta das graves denúncias feitas contra a administração, que se fosse eu o prefeito de Ituporanga cancelaria a festa deste ano, pois as expectativas são as piores possíveis", lamentou.

Outro ponto levantado pelos vereadores foi o custo e os valores investidos para que a festa seja realizada. Claudinei Eyng, o “Beleco” (MDB), apontou que a contratação dos artistas e toda a estrutura gera um investimento milionário. “Nós temos em torno de um milhão e duzentos mil investidos na contratação de artistas para eles se apresentarem, mais uns vinte mil em geradores, vinte mil em limpeza, setenta mil de iluminação, em torno de oitenta mil reais na contratação de seguranças, fora a sonorização do evento que é em torno de cem mil, então, um milhão e meio de reais já estão aplicados nos artistas”, enfatizou o vereador.

Beleco disse ainda que geralmente o planejamento da festa para que sejam pagos os artistas é com a venda de passaportes e ingressos. Alem disso, reforçou a colocação feita pelo  vereador Almir Schafer sobre as empresas que não demonstraram interesse em expor na festa devido ao valor dos ingressos e passaportes. “O vereador Tite colocou bem, se nós já temos a feira interna e a feira externa não querendo vir pra a festa, é mais duzentos mil de gastos com estruturas, então onde vamos chegar”, explicou  Beleco. Apesar dos questionamentos o vereador diz  torcer pelo sucesso do evento. “Todos nós torcemos pela festa, nós queremos que a festa seja um sucesso, pois leva o nome de Ituporanga, para todo o Brasil”, finalizou.

Ainda durante a sessão, a entidade que promove a Festa da Cebola, a Fundação Fexponace,  foi citada. O vereador Leandro May (PSDB), comentou a possível ligação do presidente da Fexponace com “ligas” que estariam vencendo licitações da festa.  Já sei de uma licitação que é um amigo dele. A liga que ele comanda também  só tem os laranjas. Se tiver algo ilegal comprovado, teremos que fazer a denúncia", afirmou.
O vereador falou ainda que chegou a ser convidado para integrar a organização da festa. “Até fui convidado para ser vice-presidente, outra coisa que sai a tempo, quando eu vi que o negócio era feio, cai fora também”, finalizou.

Câmara de Vereadores de Ituporanga
Assessoria de Comunicação
 
Protocolos desta Publicação:Criado em: 08/03/2019 - 22:44:39 por: Erlon Carlos Thiesen - Alterado em: 08/03/2019 - 22:44:39 por: Erlon Carlos Thiesen

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