Acricio Alvaro Laurindo é homenageado com Medalha de Mérito Legislativo

Filho de Alvaro Laurindo e Rosa Bela Pereira, Acricio Alvaro Laurindo nasceu no dia 30 de setembro de 1930 na cidade de Braço do Norte. Quando criança a família foi morar em Imbuia e da Princesinha do Alto Vale depois de alguns ano veio para Ituporanga. Chegou em Ituporanga com oito anos, acompanhado dos pais e sete irmãos. A viagem até Ituporanga durou três dias e foi feita de carro de boi.


Em Ituporanga se instalaram na localidade de Lageado Aguas Negras, onde o pai de seu Acrício adquiriu um terreno com vinte e sete hectares. A família se ficou na nova propriedade e começaram a trabalhar na lavoura. A maior dedicação era para o plantio de mandioca para a fabricação de farinha e também na engorda de porcas. Dois anos depois de a família começar uma nova vida, em uma nova propriedade, todos foram supreendidos com a morte repentina de seu Alvaro, pai de Acrício. A família era composta por oito irmãos, três mulheres e cinco homens. Com a morte do pai, todos precisaram se dedicar aos trabalhos na roça, já que a situação não era fácil na época, até porque a mandioca trazia recursos para a família a cada dois anos.


Por conta da dedicação aos afazeres da lavoura, completou apenas a quarta serei do primário. Até os 18 anos viveu em Rio Lageado, sendo que depois dessa idade veio com a mãe morar no centro de Ituporanga, onde adquiriram uma casa.


Em 1958 casou-se com Doraci Brusque, da união de 16  anos vieram quatro filhos, Altair filho, Altamiro, Rosane e Luzia. Apesar de jovem e com uma faília em construção, Doraci, a então esposa de Acrício, faleceu com apenas 36 anos vítima de câncer.


Com quatro filhos para criar Deus deu a seu Acricio uma segunda chance para ser feliz e colocou em seu caminho  Lucinda da Silva, com quem três anos depois, em 1977 se casou. Tendo com ela 1 filho Ivanio Laurindo.


Trabalhou como carpinteiro na indústria Aguas Negras. Posteriormente, em 1963  foi nomeado pela secretaria estadual de educação e começou a trabalhar como agente de serviços gerais na escola de ensino Basico Monte Alverne. Nesse educandario trabalhou por vinte e cinco anos, quando foi transferido para o Colegio Roberto Moritz onde trabalhou na mesma função  por  mais oito anos, vindo a se aposentar em 1994.


Sempre prestativo, Seu Acricio foi uma espécie de faz tudo, pau pra toda obra, onde sempre que era solicitado atendia e fazia tudo o que lhe pediam com alegria e muita dedicação.


Uma das tarefas era tocar a sineta para anunciar o inicio e o termino das aulas. Mas se fosse preciso ajudava na preparação da merenda e também na hora de servir a refeição a toda a criançada.


Alem da perda da primeira esposa, outro episodio que marcou negativamente a vida de seu Acricio, e que o faz ficar ainda hoje com os olhos cheios de lagrimas, foi a prisão de três dos seus irmãos, isso em 1964. Jose, Teofiolo e Joao , foram acusados  de fazerem parte do grupo dos 11, que supostamente estariam conspirando contra o governo na época da ditadura. No período em que os irmãos ficaram presos em Rio do Sul, seu Acricio com toda a dificuldade ajudava no sustento de seus sobrinhos.


Mas nem tudo foi tristeza, aos  84 anos Seu Acrício tem uma paixão,  seu fiel companheiro, um fusca motor 1500 verde abacate ano 1972 que já esta na família a 37 anos. Ele garante que já viajou a tudo quanto é lugar com seu fusquinha e ele nunca o deixou na Mão. E a paixão pelo fusca é tão grande, que foi o primeiro e único carro que comprou na vida. Isso que já foram centenas de propostas para levar o fusquinha de seu Acrício, mas a paixão e o valor sentimental é maior que qualquer proposta e por isso ele afirma que não vende o carrinho por nada. Inclusive para garantir o bem estar do fuscão, Seu Acrício mantém o mesmo assegurado.


Pelos anos dedicados ao bem estar dos alunos, por ser um servidor dedicado e prestativo, a Câmara de Vereadores de Ituporanga tem a honra de lhe entregar a Medalha de Merito Legislativo.