Líder do Prefeito afirma que bancada do PMDB tentou atrapalhar município na aquisição de empréstimo

A discussão na sessão da última segunda-feira (23) girou em torno da dificuldade imposta pelos vereadores de oposição para contrair o empréstimo de R$ 6 milhões junto ao BADESC.

     O vereador e líder do Prefeito na Câmara, Jaime Roberto Sens (PSDB) se mostrou bastante indignado com a postura dos vereadores da bancada do PMDB na Casa, que segundo ele, fizeram de tudo para tentar atrapalhar a administração municipal na aquisição de empréstimo de R$ 6 milhões junto a Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina (BADESC).

     Durante a Palavra Livre, o vereador relatou que  quando o projeto foi colocado em votação os vereadores de oposição se mostraram favoráveis e agora estão fazendo de tudo para que esse empréstimo não seja liberado para o executivo. “Quando o Prefeito “Lorinho” e o Jurídico da Prefeitura estiveram em Florianópolis na última quarta-feira (18), para agilizar o empréstimo de R$ 6 milhões, estava lá uma correspondência feita imagino eu, pelo vereador Claudinei Eyng “Beleco”, e depois assinada pelos outros três vereadores. Essa correspondência tem como objetivo impedir a liberação desse empréstimo para Ituporanga. Isso me deixou entristecido. Eu acho que se eles tivessem algo contra, que apresentassem na época. A comunidade precisa saber, esse projeto foi aprovado por unanimidade”, relatou o vereador.

     Segundo Sens essa atitude só mostra que os vereadores de oposição não estão a favor de melhorias na cidade, se mostrando contra a liberação desse dinheiro que irá beneficiar Ituporanga em obras e projetos importantes. “Ao invés de eles serem favoráveis a melhorias e benefícios para a nossa população, querem prejudicar o município”. O vereador ainda cita que o município tem capacidade de pagamento desse empréstimo e que 90% dele será pago pela atual administração, já que o empréstimo foi divido em 36 parcelas. “O prefeito não é louco, ele não está fazendo a divida para que outro administrador arque com ela. A maioria das parcelas será paga pela administração atual”, concluiu.

     O vereador Claudinei Eyng “Beleco” (PMDB) destacou durante a discussão que os vereadores da bancada do PMDB não são contra as obras do município, ele destaca que foram enganados. “Documentos deixaram de ser registrados na contabilidade pela Secretaria da Fazenda para que esse empréstimo saísse. Somos contra porque estamos aqui para defender o povo. Eu posso citar inclusive um exemplo, se você ganha R$ 1500,00 por mês e pede um financiamento de R$ 1 mil no banco. O banco não vai autorizar, ultrapassa a capacidade de endividamento. Fomos enganados sim, se fosse nesse mesmo caso que citei como exemplo, falsificavam a folha, colocavam R$ 5 mil para poder parecer que tinham capacidade, e depois? Não queremos ser responsabilizados por falta e omissão”, explicou Beleco.

     Marcelo Machado (PP) citou que na época em que o projeto do empréstimo foi encaminhado para a Câmara o vereador Claudinei Eyng “Beleco” ainda estava na Secretaria da Fazenda, não tinha sido transferido para outro setor, e tinha acesso a todas as informações. “A questão de endividamento foram todas assinadas pelo contador da Prefeitura, ao qual o vereador “Beleco” diz ser perfeito nas suas ações e atitudes e que ele não erra. E Se tiver qualquer informação lá que tenha enganado, não só a bancada do PMDB, mas a todos nós, o contador deverá ser responsabilizado”, afirmou.

     Machado concluiu  afirmando que os vereadores do PMDB podem ficar tranquilos que o BADESC teve acesso a todas as informações necessárias e já autorizou o empréstimo ao município.