Vereador aponta possíveis irregularidades no projeto Parque das Cidades

O assunto veio à tona algumas sessões atrás e no uso da palavra livre na segunda-feira (14) o vereador Marcelo Machado (PP) voltou a questionar as possíveis irregularidades na elaboração do Projeto Parque das Cidades.

            Durante sessão na Câmara de Vereadores de Ituporanga, na semana que passou, o vereador Marcelo Machado (PP) comentou uma correspondência enviada a Câmara, pelo secretário de Planejamento da prefeitura, Arthur Alexandre Korb, onde são apontadas possíveis irregularidades na elaboração do projeto Parque das Cidades. Segundo o documento, a contratação da empresa responsável pelo projeto foi feita por meio de carta convite. Três empresas enviaram para a Prefeitura os seus valores e no dia da licitação apenas uma compareceu, a com o valor maior.

            “Foi pedido antes da licitação três orçamentos pelo ex-prefeito Arno Zimmermman, três empresas mandaram, uma no valor de R$ 79 mil a outra no valor de R$ 78 mil e a Metaplan, que venceu a licitação, por R$ 79 mil. Isso foi em junho de 2013. Depois de 15 dias dos orçamentos apresentados as empresas simplesmente aumentaram o valor uma para R$ 145 mi a outra para R$ 147 mil e a Metaplan para R$ 148 mil, os documentos estão todos aqui na Casa para comprovar”, explicou o vereador.

            Segundo Machado no início desse ano ele fez uma postagem em sua rede social alertando que esse projeto poderia ter sido feito gratuitamente pela Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (AMAVI) ou então por engenheiros da Prefeitura. “O que achei estranho é que nenhuma outra empresa pôde participar da licitação, já que foi feito em forma de carta convite. E o pior é que só a Metaplan compareceu no dia e acabou ganhando a licitação por R$ 145 mil".

            O vereador disse estranhar que depois de três anos foi pedido prorrogação do contrato porque a empresa precisava de mais dinheiro para finalizar o projeto. Ele afirmou que a advogada Letícia foi contrária e a Procuradora do município na época, Lia Miguel, foi favorável e a prefeitura pago mais R$ 8 mil para a empresa. "Um absurdo porque foi pago pelo projeto R$ 153 mil e ele poderia ter sido feito de forma gratuita. Está claro que algo não estava certo, três empresas 15 dias apresentaram um valor e depois dobraram esse valor. Todas essas denúncias foram encaminhadas ao Ministério Público e cabe a ele agora apurar se existem ou não irregularidades”, concluiu.