Vereador cobra explicações para falta de medicamentos na farmácia básica da prefeitura

Durante o uso na tribuna o vereador Claudinei Eyng, "Beleco", (PMDB) falou da cobrança da população que pede solução para o problema

            Moradores de Ituporanga tem procurado o vereador Claudinei Eyng, o "Beleco" (PMDB), para relatar a falta de medicamentos na farmácia básica da prefeitura. A revelação foi feita pelo próprio vereador durante uso da palavra livre na sessão da última segunda-feira (19). "Beleco" lembrou que já trabalhou como secretário da saúde e sabe das dificuldades de conseguir os medicamentos, principalmente os do CIS AMAVI. “Sei que alguns medicamentos do consórcio são difíceis de conseguir, isso se dá por dificuldade com os laboratórios fabricantes. Mas gostaria de que ficasse aqui registrado o pedido de explicações a respeito, a população, principalmente os que utilizam esses remédios, precisam saber o que está acontecendo”, enfatizou o vereador.

            O vereador Diogo Gastaldi (PMDB) levantou ainda a questão da falta de farmacêutico na farmácia básica de Ituporanga, segundo ele também foi procurado por moradores pedindo explicações. “As pessoas vieram relatar que quando tinha farmacêutico o atendimento era apenas até às 11 horas da manhã, depois desse horário não se tinha mais o profissional a disposição dos pacientes. É uma situação bem complicada, além da falta de medicamentos, hoje a nossa farmácia básica está sem farmacêutico”, destacou o vereador.

            Durante a discussão o vereador Marcelo Machado (PP) explicou alguns pontos do problema. “Dos 260 itens que temos disponível na farmácia básica, apenas 10 estão em falta, inclusive alguns deles as fábricas não estão produzindo. Como você vereador Claudinei Eyng já foi secretário de saúde, sabe que não se consegue ter todos os medicamentos disponíveis, esse é um problema histórico, mas claro, é preciso ir atrás de uma solução. Hoje o município tem apenas 5% de medicamentos que não estão disponíveis a população”. O vereador aproveitou ainda e esclareceu sobre a falta de farmacêutico na cidade, segundo ele foi enviado um projeto para a Câmara de Vereadores pedindo a nomeação de um profissional, mas não pôde ser colocado em votação porque estaria extrapolando o limite prudencial de 52% da folha. “Está sendo feita a regularização da folha de pagamento para ser votada a nomeação. O salário que está sendo pago hoje na prefeitura para 40 horas é muito baixo, por isso não está conseguindo a contratação”, finalizou o vereador.

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