Vereador sugere novos cortes de gastos na administração municipal

Marcelo Machado (PP) durante o uso da palavra livre sugeriu que o corte de gastos seja feito também nos salários do Prefeito, secretários e de comissionados da Prefeitura.

        A maioria dos municípios do país está sofrendo com a crise econômica, o que obriga muitos gestores a adotar ações que visam o corte de gastos. Ituporanga é um deles. Buscando economizar o executivo cortou as horas extras de funcionários. O vereador Marcelo Machado (PP) salientou durante o uso da palavra livre na sessão da última segunda-feira (4), a importância de se fazer isso, mas, segundo ele, em conversa com o Prefeito foi dado como sugestão a diminuição nos vencimentos do Prefeito, de Secretários e também de funcionários comissionados. “Foi uma medida amarga que o prefeito precisou tomar por causa da queda da arrecadação e aumento da despesa. Eu já disse ao Prefeito em três oportunidades que não se sacrifica somente os funcionários que ganham menos, se no próximo mês a situação não melhorar sugeri que os salários do Prefeito, Secretários e comissionados sejam diminuídos, talvez 10% de cada salário já seja suficiente e ajude a colocar as coisas em ordem”, salientou o vereador.

        Machado afirmou que a cobrança da população é grande, e que essa medida infelizmente caba afetando mais o funcionários que ganham pouco. “São funcionários muitas vezes humildes que acordam cedo para limpar as ruas que são os mais prejudicados. O certo é cortar de todo mundo, todos ajudarem a colocar a casa em ordem".        

        O vereador lembrou que a crise econômica que o país atravessa talvez seja uma das maiores da sua história o que acaba refletindo no grande número de desempregados no município. Ele sugeriu, que se houver legalidade, os salários dos vereadores também sejam cortados em pelo menos 10%.

        O Presidente da Câmara Adriano Coelho (PP) salientou que o Poder Legislativo de Ituporanga já devolve ao executivo em média mais de R$ 190 mil por mês. “Acredito que o Legislativo já está fazendo a sua parte. Hoje a Câmara recebe metade dos recursos que por Lei deveriam vir pra essa casa, ou seja, recebemos 3,5% dos 7%. Hoje a Câmara abre mão de quase dois milhões de reais por ano que são devolvidos ao executivo”, finalizou Coelho.